o poema de Drummond (A mão) era declamado pelo próprio autor durante essa apresentação, enquanto cada elemento citado no poema era ilustrado por meio de imagens. muito lindo.
depois o poema de fernando brandt (a guerra e a paz, que explica os painéis), narrado por milton nascimento mostrava elemento por elemento dos painés. e uma iluminação especial ia ressaltando nos painéis as partes explicadas. amei.
admiro muito o trabalho de Portinari. adoro quando ele retrata moribundos. ele usa a cor verde. zombie feelings. num outro ambiente da exposição, os esboços do autor, os estudos de cor, os rabiscos, o material de pintura e até os famosos óculos redondinhos eram exibidos. recortes de jornais e correspondências mostravam o destaque da época em que os painéis foram para a ONU em new york.
e na biblioteca do Memorial tinha até um stand, onde o perfume portinari estava sendo vendido. como acho boticário uma marca superestimada pra caramba - e cara - , nem dei atenção. embora ok, eu adore a linha nativa spa.
depois fomos ao Starbucks. fiquei pensando que todas minhas amigas são solteiras (estávamos em 5). e eu nao sofro nenhum 'preconceito' por ser a única casada. tudo é normal! então num determinado momento minha amiga C. falou de uma conhecida dela, que foi obrigada a casar porque ficou grávida do namorado. o namorado é um babaca, bate nela, tem ciúmes de tudo, a controla, etc. fiquei pensando que essa porra é regra. caras como lindemberg são regra. nem todos matam, nem todos espancam. mas são regra. pelo menos aqui no Brasil, país machista pra caralho. por alguns instantes, pensei que tenho sorte. mas eu, uma inconformada, pensei que na verdade todos os caras deveriam ser como meu amado. e que não é sorte porra nenhuma, porque vivemos em uma distopia.
e mano, as mulheres produzem parte disso. as mulheres fabricam esses machistões. sério. vou dar um exemplo: poucos meses após meu casamento, uma senhora septuagenária me disse que NUNCA saiu de casa para IR POR AÍ COM AS COLEGAS e deixou o marido sozinho. e que evitou amizade com mulheres solteiras, porque não era de BOM TOM. ouvi com cara de paisagem e sorriso falso, entre um e outro gole de café.
eu jamais abandonaria minhas amigas. nos falamos semanalmente e saímos sempre que podemos. uma mora em uma cidade do vale do paraíba, a outra mora na zona oeste, a outra na zona leste, a outra na zona norte e eu na zona sul. parece absurdo, mas é verdade. são paulo tem dessas dimensões de mundo inteiro. isso torna impraticável conseguirmos sair com a frequência que gostaríamos, mas a gente sempre faz o possível.
---------------------
lá no starbucks tomei um chai com limonada, que achei muito delicioso. nunca tinha experimentado. tinha começado a odiar starbucks depois que eles tiraram do cardápio aquele 'frappuccino fake' de chá e manga-maracujá, o bagulho que eu mais adorava ali. odeio aquelas porras com creme. reconsiderei após provar o chai.
indianos/paquistaneses, desculpem, é bem provável que aquilo não seja chai de verdade, mas era muito bom. ponto.
fomos então ver sapatilhas na loja da Martinez e ver melissas. melissas e eu não trabalhamos, aquilo enche meu pé de bolhas mas gosto de ver a estética do negócio. também encontrei uma loja da mundo verde, e aproveitei pra comprar meu pão (negócio meio dificil de achar). dona de casa feelings.
tive uma tarde e um início de noite maravilhosos. e apesar de odiar sair de casa durante o carnaval (as pessoas ficam progressivamente idiotas neste feriado), valeu muito a pena.
--------------
e essa noite sonhei com rosquinhas. aquelas rosquinhas que vendem na loja de donuts. e elas eram lindas. engraçado, porque não posso comer essas paradas. acho que lembrei delas porque ontem passamos em frente a uma lojinha de cupcakes.