13.4.12

cara, coloquei o novo layout do blogger e não estou me adaptando. eu fico com medo disso, de não me adaptar com as coisas. me lembro de uma pessoa, que teve a possibilidade de colocar windows 7 em seu computador, mas preferiu ficar com o vista porque estava mais acostumado... ou seja, medo de mudar, medo da evolução do diferente.

e isso é coisa de velho. velho de espírito, etc

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bom, ontem no twitter falavam muito sobre a votação do Supremo, para que o aborto de bebês anencéfalos seja permitido. desculpe, mas qualquer pessoa com um pouco mais de bom senso vai compreender que é bastante óbvio. bebês anencéfalos não tem chances de vida. por que condenar uma mulher a passar por um sofrimento psicológico, em nome de uma suposta superioridade moral?

sim, porque trata-se disso: suposta superioridade moral. não pensam na criança, que terá uma breve vida condenada. é o tal heroísmo da mulher. a mulher que sofre até o fim. aquela coisa católica de virgem maria. aquela coisa cristã de eva: ela pecou e a gente tem mais que sofrer.

enfim, agora o aborto de bebês anencéfalos é permitido. que bom. mas eu queria falar das coisas que li por aí.

> a primeira delas foi: bebês anencéfalos podem sobreviver até 2 anos. parece que alguns casos ocorreram, de fato. são poucos, mas ocorreram. só que esses bebês precisam de suporte pra respirar, pra viver e não se desenvolvem. isso não é vida, sabe?

>a segunda delas: permitir aborto de bebês anencéfalos vai abrir portas para permitir aborto de crianças com síndrome de down, por exemplo. meu deus, que gente burra. é totalmente diferente. uma pessoa com down, apert, crouson ou qualquer uma dessas síndromes pode viver, estudar, produzir, trabalhar, etc.

>agora a 'melhor' delas: e se sua mãe tivesse te abortado? vou evocar Back to the Future, que pra mim é uma trilogia muito didática. se minha mãe tivesse me abortado, uma timeline alternativa existiria. uma timeline onde eu não existiria. claro que o mundo teria menos brilho (avena feelings), mas o mundo seria o mundo. do mesmo jeito.

falando sério. já disse o filósofo: all we are is dust in the wind. se eu não existisse, o mundo seguiria adiante. tem sete bilhões de pessoas nesse planeta e eu tenho certeza que surgiria alguém para realizar as mesmas tarefas que eu realizo. ninguém sentiria minha falta, já que nunca teria existido. simples assim. a felicidade não se compra (it's a wonderful life) é apenas um filme, ok. não ache que é daquele jeito.

se a mãe de hitler tivesse abortado, outra pessoa faria a mesma coisa. o mesmo se a mãe de gandhi o tivesse abortado. enfim, creio que essas pessoas de destaque surgem porque o momento as fizeram surgir. 'o tempo adequado para influenciar o caráter de uma criança é cerca de 100 anos do seu nascimento', já disse william ralph inge no início do século passado.