11.6.12

em meu trabalho, dentre outras coisas, preparo uns boletins trimestrais que podem ser consultados livremente pelo público.

eu praticamente faço tais boletins sozinha. o último boletim foi aquele referente aos meses de março, abril e maio. o mês de maio acabou há 12 dias e o boletim já está pronto, mas está em revisão (o chefe sempre dá uma olhadinha final).

daí que um  engenheiro e um jornalista - sempre esses arrogantes - já cobraram por esse material. acontece que não estou lembrada de existir algum contrato de prestação de serviços entre meu local de trabalho e essas pessoas. e acontece que eles não tem NOÇÃO do grau de dificuldade para fazer um boletim desses. e eles provavelmente acham que só tenho isso para fazer.

e algo mais me irrita MUITO: eu realmente duvido que eles tenham condições intelectuais para interpretar os dados ali apresentados. o engenheiro acha que sabe tudo (e normalmente está equivocado sobre isso) e jornalistas raramente conseguem interpretar um gráfico, mas os dois querem os dados para satisfazer seus próprios egos e parecer inteligentões-sei-usar-o-google perante suas chefias.

odeio essa parte do meu trabalho.

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mas para que não digam que voltei de um feriado completamente (ou ainda mais) amargurada, devo dizer que estive lendo sobre o império romano. é sempre assim: quando estou lendo um livro (e no caso, é esse) fico curiosa sobre os assuntos paralelos ao livro.

o que me impressionou sobre o império romano é como as coisas acabaram. é claro que nada acaba instantaneamente, mas vi que no fim, o império romano (do ocidente) era só isso. só isso.

e então surgiu todo um debate sobre monarquia/impérios/reinos/etc. eu acho monarquia uó, contrariando Dio que disse algo como ser mais fácil encontrar um homem bom do que vários bons. eu sou contra a monarquia pela razão óbvia: eu quero escolher. muitos argumentam que aqui no Brasil as pessoas não sabem escolher, mas este país é uma democracia relativamente jovem. e as pessoas não tem acesso a educação formal e ao esclarecimento, por isso não sabem cobrar seus direitos. e também tem aquilo de que confundem a definicação de seus direitos.

deixe de ser capitã óbvia, minha fia.

daí que eu tenho um amigo bem paga pau de monarquia. principalmente paga pau das casas reais européias. se eu fosse britânica, ficaria um pouco indignada em ver aqueles rapazes com cabelo cor de salsicha fingindo que trabalham.

é, acho que sou francesa.

esse amigo disse que queria ter nascido num desses países europeus cheios de príncipes. talvez porque tenha a ver com aquela mania de brasileiro sentir-se um tanto inferior. e supervalorizar um passaporte bordô. tem isso também. e sempre lembro daquelas minas de classe média, loirinhas e de cabelo liso (custa $500, quem não tem hoje em dia) que vão para Londres e ficam super felizes porque não-acharam-ela-parecida-com-brasileira.

que gente com complexo de inferioridade.

continuando meu monólogo sobre monarquia: não entendo porque uma família pode ser melhor que as outras. acho que anos de casamentos entre primos geram pessoas meio abobadas, também tem isso. acho uma coisa bem inútil. as pessoas simplesmente existem e acenam.

acho que estou falando essas coisas porque eu também gostaria de apenas existir e acenar. must be.