hoje é o dia que quero passar longe do twitter e do facebook. é um tipo de resolução que criei para mim. há 'datas chave' - e o dia internacional da mulher é uma delas - em que sinto muita preguiça das pessoas nas redes sociais.
acabo de entrar no facebook apenas porque tinha prometido uma informação a uma amiga. em menos de 1 minuto no serviço, já vi um texto feminista (que confesso, era bastante interessante, mas talvez pecasse pelo exagero) e um super combo de versículo bíblico + parabéns ÀS MULHERES DE VERDADE. claro que nas próximas horas veremos mensagens com flores ao fundo, compartilhadas por aqueles contatos-tio-do-pavê. não tenho energia para isso.
pff, mulheres de verdade. faça-me o favor.não vou nem comentar. é igual aqueles caras que dizem que gays não são homens de verdade. gente que diz essas coisas tem probleminha.
também me irrito com as feministonas que se incomodam e ficam extremamente indignadas quando o chefe ou o marido de uma mulher qualquer a presenteiam com um buquê de rosas ou com um parabéns pelo seu dia. sinceramente acho esse negócio de presentes e comprimentos um saco, mas acho que devemos respeitar as intenções e as gentilezas alheias. quero dizer, eu não ficaria tão revoltada se recebesse um presente ou um parabéns, mulher. iria achar desnecessário e muitas vezes meio tosco, mas é algo perfeitamente tolerável nessa vida.
certamente receberei os tais parabéns de várias pessoas e agradecerei com cordialidade.
eu deveria ser mais feminista? não sei. prefiro realizar ações práticas no meu dia a dia, fazendo meu trabalho da melhor maneira possível e dando tapas de luva de pelica em gente irritante. também não tenho pretensões em ser a salvadora do universo. vivo minha vida e tento ser feliz, fazendo aquilo que tenho vontade, na medida do possível. e não é assim que os homens fazem há séculos? e sobrava para as mulheres a árdua tarefa de cuidar da casa e dos filhos. mulher sair com os amigos? mas nunca. eu tento reverter esse atraso fazendo o que gosto.
deixa eu contar pra vocês o que ouvi de uma pessoa muito próxima. ela, que é uma senhora de certa idade, dizia que nunca deixou o marido em casa para sair com as amigas. e ela contava isso pra mim, como se estivesse dando uma super dica sobre relacionamentos. sabe quando as pessoas querem te dar conselhos não solicitados e usam a própria vida como exemplo? bem assim.
e eu ria internamente - rir internamente é uma arte - enquanto ela dizia isso. meneava a cabeça e sorria com graciosidade. meu riso interno era resultado das lembranças das várias vezes em que saí com as amigas. e o marido ou ficou em casa lendo/estudando/nerdeando/vendo tv ou saiu com os amigos também. ou o inverso.
e pra mim é assim que a vida tem que ser. o amor da sua vida não pertence a você, por que vida é algo bem estranho, é como uma trama de várias outras vidas. sua vida não existe sozinha. de algum modo, as coisas estão conectadas. eu acredito assim. acredito que a minha vida não acontece sozinha. acho que seria muito egocentrismo pensar o contrário.
não estou emaconhada.