Há uns dias atrás mencionei que meu chefe me pegou em uma situação um pouco constrangedora, que podia levar a interpretações equivocadas, como recorrentemente acontece na minha vida.
preguiça de linkar as paradas, descobri que minha mania idiota de não por título nas postagens (porque nunca sei escolher um título legal) e meu uso profissional do wordpress me fizeram concluir que o blogger é uma merda.
Então mencionei, exageradamente, que precisaria de um outro emprego. Cuidado com o que deseja! Eu não fui mandada embora, mas arrumei uma outra atividade remunerada que é não é prostituição. Quando me convidaram para o job (deixa eu tentar me enturmar e falar como uma paulistana coxinha), eu não pude negar. Sou Ferengi e estudei todas as Regras de Aquisição Ferengi, muito provavelmente eu não seria aceita no paraíso Ferengi se recusasse o job.
O fato é que a parada paga bem para meus padrões. Vai me garantir um certo conforto financeiro por algum tempo, e facilitar a aquisição de alguns sonhos capitalistas. Só que toda vez que eu pego um freela, sei que vou me fuder. Sei que vou dormir pouco. Sei que minha cara vai encher de espinhas. Sei que serei aporrinhada. Eu sei de tudo isso, mas aceito. Porque as coisas não vem facilmente mesmo, um clichê babaca e óbvio, mas que é a realidade. Não existe forma fácil de ganhar dinheiro, mesmo loteria, é uma conspiração da função distribuição de probabilidade e a parada não é tão simples assim.
O que me incomoda é o que vou ter que fazer nesse freela. Não é assassinato de aluguel, mas por exemplo, se me pagassem uma grana pra matar o Gaddafi (é assim que escreve? ele já morreu?), eu acharia legal e nem questionaria, apesar da dificuldade. Mas o que me pediram, sintetizando de maneira itaquerense, é: resuma este livro de 160 páginas em módulos (mais ou menos um módulo por capítulo) e assim você facilitará a vida de nossos alunos preguiçosos. Rola umas paradas de design, não é tão simples assim, mas a grosso modo, é isso que expliquei. Me sinto mal tendo que fazer isso, mas como não estou fazendo de graça, tudo bem.
Beijos, deixa eu ir lá mastigar pedra e cuspir brita.